sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Desisto...


Dependi durante (quase) 4 anos do sentimento que nutro por ti, fiz coisas impossíveis para te ter de corpo e alma para mim, mostrei-te com tudo quanto arranjei que eras tu a pessoa certa, perdoei-te muita coisa, dei-te ainda mais!, amei-te com cada bocado de corpo que tenho, admirei-te por me amares tanto, respeitei-te por acreditar que realmente eras tu a minha outra metade. Gosto de ti, confesso...
No último ano muita coisa mudou nas nossas vidas, tornámo-nos um só, fundindo duas vidas, duas famílias, duas maneiras de viver diferentes, duas pessoas com objectivos de vida diferentes... Infelizmente as coisas más emergiram com uma velocidade extraordinária!... Tentei alertar-te para todas as pequeninas coisas que lentamente queimavam toda a madeira que mantinha a minha chama acesa, não deste importância. Mentalizei-me que ficaria contigo e teria de esquecer tudo, foi em vão... Esquecia, punha uma pedra em cima mas depois tinha mais para esquecer!... Quis falar contigo!... Falei, sabias? Ouviste-me? Quando é que me presenteaste com 5 minutos da tua atenção? Quando me beijavas? Quando faziamos a melhor coisa que existe no Mundo? Isso para mim nada significa quando não há carinho, paixão, compreensão, atenção... Nós nem conversamos!... Tu recusas-te a falar comigo sobre nós... Nisto não pensas, ou não queres pensar... Mas eu penso e fartei-me de pensar!


"Foi nesse dia que percebi
nada mais por nós havia a fazer
a minha Paixão por ti era lume
que não tinha mais lenha por onde arder."
ACABOU...

domingo, fevereiro 19, 2006

Ser Humano





Penso logo existo.
Mas... E se penso em algo que não existe?

O turbilhão de sentimentos que se apoderam de mim neste momento confundem-me e estou magoada... Por minha culpa...
De onde vem este gostar absurdo?? Para onde foi o Amor incondicional??
Se começar uma história nova é difícil, acabar uma outra com alguns anos de vida é bem mais complicado... O que faço?
Para ser sincera tenho medo de deixar a maré levar algo de que preciso e gosto mas que neste momento não quero nem desejo. Tenho pavor a arrependimentos!...

Se ao menos eu pudesse pôr no PLAY uma e PAUSE a outra...
Era tudo mais simples, diga-se.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Para ti...


Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!


Florbela Espanca

Coincidências





O amor é como a areia...

Se a prendes na mão com força ela vai caindo lentamente...
Se abres a mão ela voa...
Se deixares a mão semi aberta por um lado proteges a areia, impedindo-a de voar e por outro lado não a prendes logo ela não foge...

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Solidão

Que coisa é esta que tanto pesa
incomoda e magoa e queima sem se mostrar?
Que coisa é esta que sempre entoa
notas secas em luz nem ar?

Conhece o sol e a lua,
bichos da terra e bichos do mar,
conhece a sorte que não a sua,
pálido soneto que ninguém quer cantar.
Sabe onde está, ainda que indiferente
para onde caminha anseia saber
e na imensa noite que se avizinha
refugia-se e tenta esquecer
embora seja tudo fingido,
efémero e mórbido mas tentador.

Coisa: significado que ficu perdido
nas margens do pensamento,
do medo, do terror.

A.M.
8.3.04

Ressuscitar da Morte

Por longas horas julguei-me condenada ao silêncio...
Foi só um pesadelo...