domingo, agosto 27, 2006



I Believed in You

domingo, agosto 20, 2006

Se desejas essa vida de mal-dizer
pois que seja assim o teu caminho
Se mereces tanta dor e podridão
então continua, infeliz, sozinha.
Se a sorte te trespassa se cessar
deixando em ti tremendo desespero
acorda para o perigo em que vais acabar
ou obrigar-me-ás a fazer o que não quero.
Mas se escolhes esse lado que não entendo
que aos meus olhos se assemelha a delinquência
de ti me afasto, mesmo sofrendo
chorando, só, a dor da tua ausência.
A.M.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Odeio...

...chuva no verão...
...calor insuportável...
...mentiras...
...falsidade...
...discussões com a minha mãe...
...fígado...
...mitras...
...anónimos...
...peixe cozido...
...ópera...
...snobes...
...política...
...etc...

sábado, agosto 12, 2006

Quero...

...dormir...
...férias...
...Tum'A...
...tirar a carta de condução...
...fazer o meu piercing...
...sossego...
...praia...
...rodízio...
...a tattoo perfeita...
...cortar o cabelo...
...ter o cabelo comprido...
...mais dinheiro...
...ter carro...
...ir à Concentração Motard de Góis...
...acampar...
...ir aos Açores...
...sair com os amigos...
...uma irmã nova...
...ter um filho...
...ser empresária...
...uma casa com piscina...
...dormir... Tenho tanto sono...

quinta-feira, agosto 03, 2006

Shuuu...
Vem
bem devagarinho
sente o perfume
que te embala de mansinho
Fica
só mais um pouco
sente o perfume
desse amor
louco
sereno e eloquente
Vem e fica
sossegadinho entre a gente.
Shuuu...
A.M.

sábado, julho 29, 2006

Final feliz

- (...) sim, é claro que te amo. Nunca deixei de te amar!... Tentei esconder o que sentia para defesa da tristeza que se apoderou de mim. Inconscientemente achei que era o melhor para nós, desculpa... Nunca pensei fazer-te sofrer tanto, nunca me imaginei capaz de magoar tanto alguém que amo e estimo. Desculpa mais uma vez...

(longo silêncio...)

- E tu... Depois de todo o sofrimento que te trouxe... Ainda me amas...?
- Não mereces todo o amor que tenho guardado para ti... Não mereces alguém como eu, que te ama loucamente e por ti faz qualquer coisa. Não mereces quem não valorizas, quem não respeitas, quem magoaste meses a fio, sem reflectires no que estavas a fazer com as nossas vidas! Mas amo-te sim!
Amo-te como um louco! Amo-te com tudo o que tenho, amo cada pedacinho do teu corpo, amo cada cabelo, cada olhar, cada gesto, cada palavra. Amo-te desalmadamente, desejo-te vivamente e quero-te já para mim, eternamente. És para mim e eu para ti, para o sempre.
Amo-te, sim, e quero-te ainda mais.

sábado, julho 22, 2006

...


Já vejo a luz...

sábado, julho 08, 2006

Bailarico da aldeia

Ontem fui a um baile, não ao baile da paróquia mas muito semelhante. São aquelas festas tradicionais que todas as terriolas fazem em honra do padroeiro, que abençoa cada rua, cada pedrinha de calçada, cada casa e cada família. Aquelas festas pirosas onde toca o "conjunto" as mais variadas músicas pimba - e não me refiro a Ágata, Quim Barreiros ou Tony Carreira mas àqueles pimba que por serem tão pimba ninguém os conhece ( a não ser como covers destes ditos "conjuntos" de baile) e onde há sempre a barraquinha das rifas, onde os prémios não são mais que o lixo que as donas de casa querem dispensar das prateleiras e gavetas lá de casa.
Não ia a um baile há anos. Gosto de observar as pessoas que lá estão: o bêbedo que dança sozinho e levanta a camisola e mete-se com as senhoras que dançam e cai e entorna o copo de vinho e levanta-se e enche o copo novamente; o casal que dança desajeitadamente aos pulinhos; as catraias que dançam juntas, desejosas que o Zé ou o Manel as venham roubar para um pezinho de dança; os velhotes, de pantufas, sentados na cadeirinha trazida de casa; os jovens à volta do bar, a fazer levantamento de pesos e a esfumaçar; o homem do som, a mexer naqueles botões todos; o bebé que chora com o barulho e mãe que o embala para o calar à força pois quer ouvir o conjunto e dali não sairá sem o baile acabar; os rapazes que se babam a ver as meninas dançar (mas que nem ousam convidá-las ao centro pois não sabem como mexer os pés). Famílias inteiras reúnem-se ali, e conversam entre todos e, acima de tudo, divertem-se.
Sinto-me "normal" no meio dos parolos mas depressa reparo que no fundo sou tão parola como eles, pessoas da aldeia, simples, humildes, felizes!, alegres, festivos. Eu, que sou menina da cidade, sinto-me bem ali pois esqueço por algumas horas o rebuliço da cidade, ao mesmo tempo que lamento não ser da aldeia, não ter raízes rurais, não ter a avó "na terra" para a ir visitar aos fins de semana, não poder ir ao clube tomar a bica e jogar cartas, dominó ou à malha com os velhotes.
Tenho tanto respeito por esses a quem chamo parolos!...

Gostava mesmo de ser uma parola da aldeia esquecida na terriola que ninguém conhece.

domingo, julho 02, 2006

Inhospitus Mundu

"Vós sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal.
O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção?
Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar."

Sermão de Santo António aos Peixes

sábado, julho 01, 2006

Sofrimento


...fazes-nos sentir o que guardamos em nós, desejosos de te ver brilhar...
...fazes-nos sofrer a cada minuto que sofres...
...fazes-nos vibrar sempre que despoleta de ti aquela euforia de mais um ponto a teu favor...
...fazes-nos chorar de alegria, e de tristeza...
...fazes meio mundo parar para te observar atentamente, numa ânsia absurda de não te perdermos...
...fazes-nos valorizar o que somos e donde vimos, o temos e o que acreditamos ser...

...só tu para fazeres milhares de pessoas esquecer as mágoas, infelicidades, tristezas, agonias do dia a dia...

...tu, que amamos tanto...

...um país, uma nação, uma selecção...

PORTUGAL

domingo, junho 25, 2006



...Está aí alguém...?
...sinal de interrompido...

sexta-feira, junho 16, 2006

Flagrante

- Existe tanta gente falsa à minha volta...
- Achas mesmo que sim...?
- Tenho a certeza.

sábado, junho 10, 2006

Horas Mortas

Pensamentos obscuros sobrevoam minha claridade tornando-a névoa seca, sem luminosidade, sem cheiro, sem sentimento; assim lamento minha triste sina - na imensidão da noite encontro silêncio, esse barulho infernal que fere a audição, sem tréguas, e vai corroendo cada pedaço meu...
Esse amparo nas horas mortas, que por sinal são as mais agitadas, em que me sento numa esplanada e observo sem comentar. Céu artificial, nuvens irreais, vento que não o é, aves que voam mas na verdade estão estáticas, gente que passa mas não passa, permanecem quietas como que se de um desenho se tratasse. É isto que vejo ali, naquela esplanada que me acolhe diariamente, sem me negar o meu espaço, sem me roubar o momento de constatação do Mundo, da realidade (ou de algo que dizem ser real...).
Já fora de mim vejo-me como um deles, quieto, sem vida própria, andando ao som dos ponteiros de um qualquer relógio que teima em contar os segundos, sem cessar. Teimoso esse relógio!... Pudesse eu tirar-lhe o que lhe dá corda... Pudesse eu ser esse relógio infernal, que nos guia como marionetas.

sábado, junho 03, 2006

sábado, maio 27, 2006

Bookcrossing - biblioteca mundial

O Bookcrossing é um movimento global, que atravessa o tempo e o espaço. É um grupo de leitura, uma "caça ao tesouro".

Em qualquer deixa livros, encontre livros. O objectivo é transformar o mundo inteiro numa biblioteca. "Official Crossing Zones" são as bibliotecas, lojas e restaurantes estabelecidos pelos "bookcrossers" para deixares os teus livros.

Vai a http://bookcrossing.com.sapo.pt e parte em busca da aventura...

domingo, maio 21, 2006

Posso pensar? Obrigado, sim!?

Se escrevo o que escrevo é somente porque sei que o posso fazer, livremente, sem medo de ser julgada ou discriminada.
Se digo o que digo é porque tenho a plena consciência que o faço com bons modos, e se não o fizer alertem-me para isso.
Se penso tudo o que penso é porque tenho uma mente sã e liberta de dogmas, tabus ou complexos.
'Penso logo existo', e se existo!... Por vezes penso demais, confesso...
E canso-me... Nem me apetece escrever...

sábado, maio 20, 2006

E beijam-se. Do nada surge uma imensidão de sentimentos que pareciam ter-se evaporado há algumas semanas atrás. De novo o querer ver e tocar e o querer cheirar e saborear. E abraçam-se. O silêncio nocturno transforma-se num ruído ensurdecedor de estalidos e gemidos e suspiros, qual musica para os meus ouvidos! Estão ali, deitados, envoltos num manto de paixão fervorosa que outrora havia existido.
Questiono-me porque será que estes encontros fugazes, mas intensos, acabaram por uns tempos... O que terá acontecido entre eles?
Espectador atento desta novela, tento revelar segredos ocultos no emaranhado de planos que se me vão aparecendo. Quero vivamente revelar o fim desta história, no entanto é tudo imprevisível! Vou esperar... Ainda hão-de haver muitos mais episódios, creio... Gostava que ficassem juntos. Mas esta é a minha singela opinião...

quarta-feira, maio 17, 2006

Atempadamente

Ela passa depressa foge do tempo não pára de respirar fundo e constantemente. Mente. Mas ninguém se apercebe o porquê de tanta pressa de chegar não sei onde tão cedo e tão urgentemente. Pois mente. Queres boleia?

domingo, maio 14, 2006

Chupo

"Chupo
teu fruto
na moita
que o vento
açoita
com boca
afoita
que grita
como louca
que goza
como vento
e geme
como mulher"


Carlos Seabra

segunda-feira, maio 08, 2006

O teste é de respostas múltiplas. Escolham uma.


Respostas... Até então nenhuma... E continuamos à espera não sei bem de quê...
Estamos perante uma situação nova, uma situação indesejada, uma situação um tanto ou quanto ingrata... Mas verdade seja dita - estamos porque queremos. Ponto final.
A paciência é um bem precioso e comum a todos nós; tal como todos os bens preciosos ela esgota-se e isso é um facto contra o qual não existem argumentos válidos.
Será que encontrámos um poço inesgotável de paciência? (até quando...?)
Será que a resposta chegará rapidamente? (não nos parece...)
Será que andamos a perder tempo à espera daquilo que não virá? (não sei...)
As dúvidas persistem e parecem estagnadas em nós.
E repetimo-nos infinitamente, estupidamente!... Merecemos isso? Queremos isso?! Não éramos assim...

Respostas... Até então nenhumas... E continuamos à espera não sei bem de quê...