Chove lá fora.
Aqueces-me com toda a tua ternura, enroscas-te em mim de tal forma que posso sentir a tua respiração no pescoço, bocejas e acaricias-me a face, para de novo fechares os olhinhos azul celeste num sono profundo.
Parou de chover.
E vais embora...
quinta-feira, setembro 21, 2006
quarta-feira, setembro 20, 2006
Saudade #5
Que neura!...
E fica uma pessoa toda a noite em pulgas por causa dum tal Gordon e o fdp não aparece!!!
..menos mal!...
E fica uma pessoa toda a noite em pulgas por causa dum tal Gordon e o fdp não aparece!!!
..menos mal!...
terça-feira, setembro 19, 2006
Saudade #4
Sou chata...
...por te dizer mil vezes que te amo...
...porque sinto a tua falta...
...porque as saudades já chegaram...
...porque te quero e não te tenho...
Chata... que maneira carinhosa de dizer: 'mor, cala-te!...
...por te dizer mil vezes que te amo...
...porque sinto a tua falta...
...porque as saudades já chegaram...
...porque te quero e não te tenho...
Chata... que maneira carinhosa de dizer: 'mor, cala-te!...
segunda-feira, setembro 18, 2006
Saudade #3
Hoje gastei 249€ nuns óculos: pode ser que veja o tempo a passar mais depressa... Fazes-me falta, sabias...?
domingo, setembro 17, 2006
Saudade #2
"Esses pedaços de terra dentr'o mar plantados,
onde o sol gira sem cessar,
onde a água brilha, e tudo à volta é mar,
onde o ir terá sempre o voltar.
Açores, parte de mim..."
A.M.
sábado, setembro 16, 2006
sexta-feira, setembro 15, 2006
quarta-feira, setembro 13, 2006
You'll be back
Vai e vem... Ora estás ora desapareces... Um beijo e já não o vejo... Está a chegar o dia e tremo de pavor... Ainda te tenho e já morri de saudade... Vai mas volta...
terça-feira, setembro 05, 2006
Me, myself and I
Por vezes penso: e se deixasse de me preocupar com os outros e direcciona-se os meus pensamentos e vontades apenas e somente para mim?! Seria mais feliz? Sentiria-me melhor comigo mesma? Quais as vantagens desse egocentrismo?
Questiono-me se todas as pessoas passam, em determinada altura da vida, por essa etapa de valorização pessoal absoluta, e absurda, que aos meus olhos é desnecessária.
Ela anda com a cabeça na lua. Só tem olhos para ele e para o que ele lhe oferece: anéis, jantares, passeios, cafés, jantares, passeios, jantares, quecas. Há uma semana que não dorme em casa, tem aquecimento noutras bandas. Depressa demais para ser sincero. Não percebo... Só tem pensado nela e na vida dela e na roupa dela e no "amor" dela e nos passeios dela, e no pénis dele.
Cagou, literalmente, para nós.
Odeio-o. Odeio-o com todos os meus nervos, até mesmo com aqueles que pouco trabalham. Sorriso estupido, conversas de merda, Sr. Sabichão, tom de gozo em cada palavra que resvala naquela língua, imunda. Não me respeita, não é meu amigo, nem sequer conhecido! Sei-lhe o nome e a profissão. Sei também que gosta de se armar em pai, quando nem tão pouco sonha ter filhos. E mais, diz o que quer, quando e como lhe apetece. Sobre todos os assuntos, sem nehum lhe dizer respeito. Não sabe a minha idade, não sabe o que estudo, não sabe em que dia faço anos, não conhece os meus gostos, não conhece os meus hábitos, nunca estudou comigo e por aí fora... Não me conhece. Ponto final.
Desrespeita a minha cara-metade e odeio-o ainda mais por isso. Se a mim não me conhece que direi então da minhac-m (abrv)? Não sabe pôr-se no seu lugar e odeio-o por isso, também.
Porque eu sei qual o meu lugar, porque eu não lhe dou confiança, porque eu não o conheço (e acho que já não estou interessada nisso), porque desde o 1º dia me irrita de cada vez que tenta qualquer tipo de comunicação, porque goza com tudo, critica tudo e todos, julga-se dono da sabedoria, ri-se sem piadas e parece-me que anda a atirar areia para os olhos dela. Não gosto disso mas nada posso fazer. Cagou para nós, lembras-te?!
Iludir uma mulher fragilizada é tão fácil... E por isso sou forte.
*desculpem-me o palavriado feio mas foi um desabafo e não quis corrigir o que tinha escrito.
Questiono-me se todas as pessoas passam, em determinada altura da vida, por essa etapa de valorização pessoal absoluta, e absurda, que aos meus olhos é desnecessária.
Ela anda com a cabeça na lua. Só tem olhos para ele e para o que ele lhe oferece: anéis, jantares, passeios, cafés, jantares, passeios, jantares, quecas. Há uma semana que não dorme em casa, tem aquecimento noutras bandas. Depressa demais para ser sincero. Não percebo... Só tem pensado nela e na vida dela e na roupa dela e no "amor" dela e nos passeios dela, e no pénis dele.
Cagou, literalmente, para nós.
Odeio-o. Odeio-o com todos os meus nervos, até mesmo com aqueles que pouco trabalham. Sorriso estupido, conversas de merda, Sr. Sabichão, tom de gozo em cada palavra que resvala naquela língua, imunda. Não me respeita, não é meu amigo, nem sequer conhecido! Sei-lhe o nome e a profissão. Sei também que gosta de se armar em pai, quando nem tão pouco sonha ter filhos. E mais, diz o que quer, quando e como lhe apetece. Sobre todos os assuntos, sem nehum lhe dizer respeito. Não sabe a minha idade, não sabe o que estudo, não sabe em que dia faço anos, não conhece os meus gostos, não conhece os meus hábitos, nunca estudou comigo e por aí fora... Não me conhece. Ponto final.
Desrespeita a minha cara-metade e odeio-o ainda mais por isso. Se a mim não me conhece que direi então da minhac-m (abrv)? Não sabe pôr-se no seu lugar e odeio-o por isso, também.
Porque eu sei qual o meu lugar, porque eu não lhe dou confiança, porque eu não o conheço (e acho que já não estou interessada nisso), porque desde o 1º dia me irrita de cada vez que tenta qualquer tipo de comunicação, porque goza com tudo, critica tudo e todos, julga-se dono da sabedoria, ri-se sem piadas e parece-me que anda a atirar areia para os olhos dela. Não gosto disso mas nada posso fazer. Cagou para nós, lembras-te?!
Iludir uma mulher fragilizada é tão fácil... E por isso sou forte.
*desculpem-me o palavriado feio mas foi um desabafo e não quis corrigir o que tinha escrito.
domingo, setembro 03, 2006
Epá se coiso...
Se há coisa que mais me espanta é a rapidez com que resolvemos uma lacuna comunicativa. Explico. Se ao falarmos com alguém nos esquecemos de terminada palavra, forçosamente empregamos palavras tipo coiso, cena, etc.
- Então pá, 'tás bom? Nunca mais te vi!...
- Atão meu! Já não te via há bué... Comigo 'tá tudo bem, e contigo?
- Epá é aquela cena: tudo na mesma, como a lesma. Eh eh. Casado, filhos...
- Ya, fazes tu se não bem. Olha, lembraste daquela cena que fizemos no verão de 1999...?
- Epá, assim de repente não m'a lembra. Já ando a ficar um bocado coiso da memória, sabes...
(...)
- Mano, gostei de te ver. Vai dando notícias, tá-se?
- Epá eu também! Se coiso liga-me 'tá?
- ok, quero ver se dá pa combinar alguma cena 'pó fim de semana, depois ligo-te.
O que é certo é que expressões/palavras destas dão para tudo!
(não tinha nada pa postar... perdoem-me a falta de originalidade...)
- Então pá, 'tás bom? Nunca mais te vi!...
- Atão meu! Já não te via há bué... Comigo 'tá tudo bem, e contigo?
- Epá é aquela cena: tudo na mesma, como a lesma. Eh eh. Casado, filhos...
- Ya, fazes tu se não bem. Olha, lembraste daquela cena que fizemos no verão de 1999...?
- Epá, assim de repente não m'a lembra. Já ando a ficar um bocado coiso da memória, sabes...
(...)
- Mano, gostei de te ver. Vai dando notícias, tá-se?
- Epá eu também! Se coiso liga-me 'tá?
- ok, quero ver se dá pa combinar alguma cena 'pó fim de semana, depois ligo-te.
O que é certo é que expressões/palavras destas dão para tudo!
(não tinha nada pa postar... perdoem-me a falta de originalidade...)
domingo, agosto 27, 2006
domingo, agosto 20, 2006
Se desejas essa vida de mal-dizer
pois que seja assim o teu caminho
Se mereces tanta dor e podridão
então continua, infeliz, sozinha.
Se a sorte te trespassa se cessar
deixando em ti tremendo desespero
acorda para o perigo em que vais acabar
ou obrigar-me-ás a fazer o que não quero.
Mas se escolhes esse lado que não entendo
que aos meus olhos se assemelha a delinquência
de ti me afasto, mesmo sofrendo
chorando, só, a dor da tua ausência.
A.M.
sexta-feira, agosto 18, 2006
Odeio...
...chuva no verão...
...calor insuportável...
...mentiras...
...falsidade...
...discussões com a minha mãe...
...fígado...
...mitras...
...anónimos...
...peixe cozido...
...ópera...
...snobes...
...política...
...etc...
...calor insuportável...
...mentiras...
...falsidade...
...discussões com a minha mãe...
...fígado...
...mitras...
...anónimos...
...peixe cozido...
...ópera...
...snobes...
...política...
...etc...
sábado, agosto 12, 2006
Quero...
...dormir...
...férias...
...Tum'A...
...tirar a carta de condução...
...fazer o meu piercing...
...sossego...
...praia...
...rodízio...
...a tattoo perfeita...
...cortar o cabelo...
...ter o cabelo comprido...
...mais dinheiro...
...ter carro...
...ir à Concentração Motard de Góis...
...acampar...
...ir aos Açores...
...sair com os amigos...
...uma irmã nova...
...ter um filho...
...ser empresária...
...uma casa com piscina...
...dormir... Tenho tanto sono...
...férias...
...Tum'A...
...tirar a carta de condução...
...fazer o meu piercing...
...sossego...
...praia...
...rodízio...
...a tattoo perfeita...
...cortar o cabelo...
...ter o cabelo comprido...
...mais dinheiro...
...ter carro...
...ir à Concentração Motard de Góis...
...acampar...
...ir aos Açores...
...sair com os amigos...
...uma irmã nova...
...ter um filho...
...ser empresária...
...uma casa com piscina...
...dormir... Tenho tanto sono...
quinta-feira, agosto 03, 2006
sábado, julho 29, 2006
Final feliz
- (...) sim, é claro que te amo. Nunca deixei de te amar!... Tentei esconder o que sentia para defesa da tristeza que se apoderou de mim. Inconscientemente achei que era o melhor para nós, desculpa... Nunca pensei fazer-te sofrer tanto, nunca me imaginei capaz de magoar tanto alguém que amo e estimo. Desculpa mais uma vez...
(longo silêncio...)
- E tu... Depois de todo o sofrimento que te trouxe... Ainda me amas...?
- Não mereces todo o amor que tenho guardado para ti... Não mereces alguém como eu, que te ama loucamente e por ti faz qualquer coisa. Não mereces quem não valorizas, quem não respeitas, quem magoaste meses a fio, sem reflectires no que estavas a fazer com as nossas vidas! Mas amo-te sim!
Amo-te como um louco! Amo-te com tudo o que tenho, amo cada pedacinho do teu corpo, amo cada cabelo, cada olhar, cada gesto, cada palavra. Amo-te desalmadamente, desejo-te vivamente e quero-te já para mim, eternamente. És para mim e eu para ti, para o sempre.
Amo-te, sim, e quero-te ainda mais.
(longo silêncio...)
- E tu... Depois de todo o sofrimento que te trouxe... Ainda me amas...?
- Não mereces todo o amor que tenho guardado para ti... Não mereces alguém como eu, que te ama loucamente e por ti faz qualquer coisa. Não mereces quem não valorizas, quem não respeitas, quem magoaste meses a fio, sem reflectires no que estavas a fazer com as nossas vidas! Mas amo-te sim!
Amo-te como um louco! Amo-te com tudo o que tenho, amo cada pedacinho do teu corpo, amo cada cabelo, cada olhar, cada gesto, cada palavra. Amo-te desalmadamente, desejo-te vivamente e quero-te já para mim, eternamente. És para mim e eu para ti, para o sempre.
Amo-te, sim, e quero-te ainda mais.
sábado, julho 22, 2006
sábado, julho 08, 2006
Bailarico da aldeia
Ontem fui a um baile, não ao baile da paróquia mas muito semelhante. São aquelas festas tradicionais que todas as terriolas fazem em honra do padroeiro, que abençoa cada rua, cada pedrinha de calçada, cada casa e cada família. Aquelas festas pirosas onde toca o "conjunto" as mais variadas músicas pimba - e não me refiro a Ágata, Quim Barreiros ou Tony Carreira mas àqueles pimba que por serem tão pimba ninguém os conhece ( a não ser como covers destes ditos "conjuntos" de baile) e onde há sempre a barraquinha das rifas, onde os prémios não são mais que o lixo que as donas de casa querem dispensar das prateleiras e gavetas lá de casa.
Não ia a um baile há anos. Gosto de observar as pessoas que lá estão: o bêbedo que dança sozinho e levanta a camisola e mete-se com as senhoras que dançam e cai e entorna o copo de vinho e levanta-se e enche o copo novamente; o casal que dança desajeitadamente aos pulinhos; as catraias que dançam juntas, desejosas que o Zé ou o Manel as venham roubar para um pezinho de dança; os velhotes, de pantufas, sentados na cadeirinha trazida de casa; os jovens à volta do bar, a fazer levantamento de pesos e a esfumaçar; o homem do som, a mexer naqueles botões todos; o bebé que chora com o barulho e mãe que o embala para o calar à força pois quer ouvir o conjunto e dali não sairá sem o baile acabar; os rapazes que se babam a ver as meninas dançar (mas que nem ousam convidá-las ao centro pois não sabem como mexer os pés). Famílias inteiras reúnem-se ali, e conversam entre todos e, acima de tudo, divertem-se.
Sinto-me "normal" no meio dos parolos mas depressa reparo que no fundo sou tão parola como eles, pessoas da aldeia, simples, humildes, felizes!, alegres, festivos. Eu, que sou menina da cidade, sinto-me bem ali pois esqueço por algumas horas o rebuliço da cidade, ao mesmo tempo que lamento não ser da aldeia, não ter raízes rurais, não ter a avó "na terra" para a ir visitar aos fins de semana, não poder ir ao clube tomar a bica e jogar cartas, dominó ou à malha com os velhotes.
Tenho tanto respeito por esses a quem chamo parolos!...
Gostava mesmo de ser uma parola da aldeia esquecida na terriola que ninguém conhece.
Não ia a um baile há anos. Gosto de observar as pessoas que lá estão: o bêbedo que dança sozinho e levanta a camisola e mete-se com as senhoras que dançam e cai e entorna o copo de vinho e levanta-se e enche o copo novamente; o casal que dança desajeitadamente aos pulinhos; as catraias que dançam juntas, desejosas que o Zé ou o Manel as venham roubar para um pezinho de dança; os velhotes, de pantufas, sentados na cadeirinha trazida de casa; os jovens à volta do bar, a fazer levantamento de pesos e a esfumaçar; o homem do som, a mexer naqueles botões todos; o bebé que chora com o barulho e mãe que o embala para o calar à força pois quer ouvir o conjunto e dali não sairá sem o baile acabar; os rapazes que se babam a ver as meninas dançar (mas que nem ousam convidá-las ao centro pois não sabem como mexer os pés). Famílias inteiras reúnem-se ali, e conversam entre todos e, acima de tudo, divertem-se.
Sinto-me "normal" no meio dos parolos mas depressa reparo que no fundo sou tão parola como eles, pessoas da aldeia, simples, humildes, felizes!, alegres, festivos. Eu, que sou menina da cidade, sinto-me bem ali pois esqueço por algumas horas o rebuliço da cidade, ao mesmo tempo que lamento não ser da aldeia, não ter raízes rurais, não ter a avó "na terra" para a ir visitar aos fins de semana, não poder ir ao clube tomar a bica e jogar cartas, dominó ou à malha com os velhotes.
Tenho tanto respeito por esses a quem chamo parolos!...
Gostava mesmo de ser uma parola da aldeia esquecida na terriola que ninguém conhece.
domingo, julho 02, 2006
Inhospitus Mundu
"Vós sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal.
O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção?
Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar."
O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção?
Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar."
Sermão de Santo António aos Peixes
sábado, julho 01, 2006
Sofrimento

...fazes-nos sentir o que guardamos em nós, desejosos de te ver brilhar...
...fazes-nos sofrer a cada minuto que sofres...
...fazes-nos vibrar sempre que despoleta de ti aquela euforia de mais um ponto a teu favor...
...fazes-nos chorar de alegria, e de tristeza...
...fazes meio mundo parar para te observar atentamente, numa ânsia absurda de não te perdermos...
...fazes-nos valorizar o que somos e donde vimos, o temos e o que acreditamos ser...
...só tu para fazeres milhares de pessoas esquecer as mágoas, infelicidades, tristezas, agonias do dia a dia...
...tu, que amamos tanto...
...um país, uma nação, uma selecção...
PORTUGAL
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